quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Diga...???????

…Como se “você”, fosse sinónimo de respeito, e de repente o “tu”fosse coisa de má educação, ou coisa parecida!


E perplexo ficou Ricotico quando confrontado e encontrado por ocasiões diversas, a sua flor de tão bonito percurso, o tratou como a um transeunte de ocasião, a quem se pede desculpa por tão estreito ser o caminho, e só um de cada vez o poder utilizar.

E mais espantado ficou Ricotico, lembrando assim de repente,e  o quão longo foi o partilhar de um caminho tão intenso e recheado de coisas tão humildemente enaltecidas por si e, que num ápice tão rapidamente esquecidas, como se a norma deste redondo planeta fosse o teorema de Pitágoras,ou seja:Num triângulo rectângulo, o quadrado da hipotenusa é…! Pois,tudo menos redondo…na volta o teorema não é tão linear assim…assim como a sua flor o tratou!

E Ricotico mais lembrado ainda, lembrou que em conversa de ocasião teria dito qualquer coisa, assim como quem não quer a coisa, mas que à sua flor jeito dava, mas, e há sempre um mas, nestas promessas que amiúdas vezes são em vão, e quando não servem a pessoa em questão, é como se tivesse falado um charlatão…e Ricotico tinha-se em melhor conta, que tão nefasto parecer, parecendo até que nunca se tinham conhecido, encontrado até!

E Ricotico que em ocasião solene às lágrimas levou sua flor de eleição, não conseguiu conter tanta contenção e pensou, quedando-se no pensamento! Então se um dia, um qualquer dia, dos tantos que compõem o ano solar alguém por mim chamar e, de repente por “você”me tratar, mil cuidados terei que ter, pois alguma coisa de anormal se terá enraizado na cabeça de quem tem como função dar parecer, parecendo até que nada transparece.

E Ricotico pensou de forma a não pensar que alguma vez teria que se confrontar com tamanha anamolia, de quem tanto quis um dia…!!!

14 comentários:

Isa GT disse...

Tantos que usam o termo você mas em actos tanto desrespeito mostram.

Bjos

Anónimo disse...

Vítor,por mais voltas que a vida dê,vamos sempre encontrar quem nos surpreenda pela negativa.Faz parte!
Mesmo que de uma flor.

B.A.

Sandra Botelho disse...

No amor dois corpos ocupam sim o mesmo espaço...
Bjos achocolatados


P.S. Obrigado pela visita!

Maria José disse...

Vítor. Forma bastante original para abordar um assunto corriqueiro. Coisas de poeta. Parabéns. Grande abraço e ótimo final de semana.

P.Moisão disse...

Transformas o banal utilizando e brincando com as palavras,e até o teorema de pitaguras,em algo de tão interessante,como um corrido e bem parafraseado texto,abordando de forma subtil a hipócresia que nos rodeia.

Beijinhos

Fê-blue bird disse...

Meu amigo:
Divirto-me e aprendo sempre com a maneira peculiar como escreves.
Trato-te por tu com respeito, mas confesso que às vezes fico confusa qual Ricotico feminino ;-)

beijinhos e parabéns cada vez escreves melhor

Sandra Botelho disse...

Passando pra desejar-te uma feliz semana.
bjos achocolatados

Maria Luisa Adães disse...

Vitor

Bom texto, boa análise, relacionada
com tantos e tantas que conhecemos ou pensamos conhecer...

Pensamos conhecer e nos espantamos e sofremos quando descobrimos o que já sabemos, há muito, muito tempo, mas não "queremos" acreditar
não deixamos que o outro lado mais sensato, nos aconselhe.

Comigo se passou um acontecimento
que não vou escrever - ou um dia
talvez escreva - não sei!

Eu sabia, conhecia tudo,
Fingia que não sabia
e me iludia.

Eu queria a pessoa
a outra dizia não,
apontava a razão.

Eu sabia, mas fingia
não saber.

Um dia sofri e tive de acreditar
nas coisas que a outra sabia
e eu também sabia,
mas fingia não saber.

E ainda não passou!...

Agradeço tua visita ao poema,

"Façam o Jogo"

Mª. Luísa

continuando assim... disse...

jogo de palavras ... cada vez melhor ::)
gostei muito

bj
teresa

pekenasutopias disse...

Diga... diz... :)) Para mim calha... ou não. Não existe um critério específico, no meu caso. Sai com a mesma espontaneidade do verso e, normalmente, fica. Pelo menos fica até que o outro me diga muito directamente que preferiria de outra maneira... mas não estou nada poética hoje, Vitor! Não consigo entrar no sapo e, não tarde nada, está a surgir-me aquela costelazinha de talibã que me leva, inevitavelmente, à explosão :))
Abraço grande!

J.Filipe disse...

Vítor, digo-te apenas que este tipo de criticas,associadas a uma escrita sui generis me fascina de sobre modo.

Abraço

Fê-blue bird disse...

Meu amigo, obrigada pelas tuas palavras neste dia tão especial para mim.

beijinhos

Anónimo disse...

Eu acho que ninguém se ofenderá por um estrangeiro usar o você. Mas há, em Portugal, pessoas que, de facto, se ofendem com o tratamento você.
No Brasil o "você" é informal, em Portugal acaba por ser um meio-termo que nem se entende muito bem onde usar, visto que para as pessoas com quem temos intimidade usamos o "TU", para as pessoas que querem um tratamente formal usamos o "o senhor X; a senhora Y", e o "você", que deveria ser um tratamento formal é, por vezes, entendido como ofensa. Já passei por situações desagradáveis por usar o você...o que garante que qualquer termo usado é subjectivo de interpretações diversas...ao contrário do texto que irónicamente aborda o tabu gozando com as palavras de uma maneira pouco usual,mas por isso divertida,e não menos dificil.

OutrosEncantos disse...

O poema está fantástico, parabéns!

E concordo contigo, há momentos, como este em que parece ter havido em tempos sentir profundo, em que "você", é ofensa mesmo...
... sinais dos tempos...

beijo.