domingo, 22 de janeiro de 2012

Miguel ao piano

Apresentou-se perante a plateia com uma simplicidade digna de registo,acompanhada da devida vénia ao público com um sorriso de confiança,ajeitou o banco à sua medida para que confortável ficasse e nele se sentou ,e tocou,tocou o que tinha em mente,em mente sim,porque foi obra de sua autoria,tal & qual,um tema denominado "Serenata" composta por si e não de outro qualquer compositor.Único em palco que o fez diga-se em abono da verdade...e tocou,tocou e encantou na forma como as suas mãos deslizaram e saltitaram suavemente pelas teclas do piano originando sons melódicos e penetrantes que nos tocaram e emocionaram  de sobre-maneira...certamente ainda ecoam os acordes na sala Museu Da Música Portuguesa em Cascais,tal a forma como espalhaste o perfume da tua serenata...despediu-se com outra vénia a condizer,com a sensação do dever cumprido,constatou-se pelo sorriso de felicidade patente no seu rosto ainda de menino,mas de gente crescida ao piano,de todo a propósito,a ver pela maneira efusiva e entusiástica com que te agraciaram com uma demorada e calorosa salva de palmas...foi um prazer ouvir-te tocar, Miguel.

9 comentários:

Vitor disse...

Miguel,tocar piano já de si não é fácil,digo eu,para ti nem tanto...mas uma peça de tua autoria,é obra mesmo!

Parabéns

acácia rubra disse...

A minha filha andou no Conservatório desde os 4 aos 11 anos. Os professores que teve todos afirmavam que ela poderia ter futuro a nível internacional até.

Desistiu. Agora tenho um piano que está mudo e como eu gostaria de ter tido a oportunidade de ter aprendido música...

Ao Miguel, eu que não ouvi a composição, transmite-lhe que não desista nunca. Podemos não ter nada dentro de nós, as os sons esses ficam sempre a soar cá dentro.

Beijo

Vitor disse...

acácia,o Miguel não desiste não,pela razão simples de estarmos em presença de um predestinado para a música,daí...com a felicidade de ter uns pais (progenitores e de apelido por coincidência) que lhe dão todo o apoio e carinho do mundo,assim constatei!

Beijo

Pretérito Imperfeito disse...

E um prazer foi também ter-te comigo nesse momento, Vítor! São estes pequenos sabores da vida - as composições (e as interpretações) que nos vão aguentando e dando inspiração- a mim, e espero, aos outros!
Abraço

Vitor disse...

És uma lição de vida,Miguel...nós sabemos que sim...e vai-me lá avisando do próximo concerto!

Abraço

P. Moisão disse...

Vítor,é sempre salutar ter gente jovem e com ambição na música clássica.Mais um Burmester na calha?

Segue essa via Miguel,espero um dia ver-te num espectáculo.

Fabrício Santiago disse...

olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através do Blog Os & Degraus. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs

Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.

Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

Abraços

http://narroterapia.blogspot.com/

acácia rubra disse...

Andas bem, Amigo?

Beijo

acácia rubra disse...

Dou pela tua falta, Vitor!

Estás bem?

Beijo